segunda-feira, 6 de junho de 2016

Tempo de menino

Sinto bastante saudade

Daquele tempo sem causa

Tempo da melhor idade

Tempo em que eu tinha asa

Onde fui um passarinho

Sem trabalho pra fazer

Só brincar com o vizinho

Era  belo o meu viver

Não ter nenhuma bagagem

Pesando nas minhas costas

Poder deslizar na aragem

Sem preocupar com horas

Brindar sempre a aurora

Com meu alegre cantar

Viver o aqui e o agora

Sem futuro planejar

Voava sem perceber

Sem traçar nenhum destino

Eu jamais vou esquecer

O meu tempo de menino

Francisco Medeiros Torres

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Sem perspectivas

Enquanto o futebol for

Mais importante que escola

E para um bom professor

Não derem a menor bola

Enquanto um nobre poeta

Não receber distinção

Faltando só uma muleta

Para mendigar o pão

A pátria mãe gentil

Terá menino no gueto

Bem armado de fuzil

Pisando seu dialeto

Com cara de imbecil

E gíria de analfabeto



Francisco Medeiros Torres

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Tomé

Aquele que ora sem fé
E nunca espera receber
É semelhante a são Tomé
Que aguarda vê para crer

Não entende o que significa
A Deus tudo lhe entregar
Seu Isaque não sacrifica
Não crê que Deus proverá

A fé no seu coração não lateja
Pela terra que foi prometida,
E as bênção que o Céu despeja

Nunca serão por ele recebida
Mesmo que em baixo esteja
Pois suas mãos estão encolhidas

Francisco Medeiros Torres

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Roma

Era assim que eu amava,

Buscando sempre o inatingível

Por isso este poema se chama Roma,

Palavra"Amor" ao contrário

E assinei "Torres Medeiros Francisco"

Também meu nome ao contrário

Pois nenhum ser humano é capaz

De se preencher em outro,Somente

JESUS extingue  o nosso vazio!


Roma

Mergulhar no teu olhar

Aquele mar azul/verde

Era tudo que almejava

não saciaria minha sede

muitos monstros marinhos

Que nele mergulharam

Perderam de volta o caminho

Nadaram, todavia se afogaram

O zangão não tinha sorte

Morria no primeiro amor

Seria pior que aquele pobre

Não sentiria o seu sabor

Tu eras minha abelha rainha

Mas não tinha do zangão a sorte

Nenhum vez  serias minha

Ainda eras minha causa morte

Restava-me beber sua poesia

A despeito de tudo era meu mel

Mesmo com sua venenosa ironia

Para mim só tinha  gosto de céu

Torres Medeiros Francisco














  Bom biscoito


   

                  
B em vindos amados clientes
O ferecemos lanches
M uito saborosos e fresquinhos;

B om ambiente para conversar,
I nstantes saudáveis de puro prazer;
S ervimos,salgados,massas,doces,bolos
C omidas especialmente preparadas
O nde os nossos finos sabores
I nstigam seus requintados paladares;
T rabalhamos para vocês sentirem
O rgulho da culinária Cearense

BIG BANG (GRANDE BOFETADA)

Entreguei-me ao acaso

Para ver aonde ele me levaria
Deixei a caneta deslizar livremente

Pelo papel,porém só escrevi rabiscos

Ininteligíveis, que nem eu mesmo

Consegui decifrá-los;
Marquei uma reta da cerâmica no chão

Fechei os olhos e caminhei

Mas não consegui percorrê-la;

Fui passear de canoa

Tracei um ponto da outra margem

Para atingir,parei de remar,

Anoiteceu e ao meu destino não cheguei

E era uma linda  noite estrelada

Deitei-me a beira do rio

E como um poeta que conversa

Com as estrelas ou como

Um astrônomo que as estuda

Fiquei a contemplá-las,

E fui capaz de localizar

Várias constelações:

Cruzeiro do sul,Órion, Sagitário,escorpião,

Encantei-me com aquela vastidão

E fiquei a meditar naquela grande explosão

"O Big Bang" que as colocou todas em ordem,então concluí:O big Bang é uma

"Grande bofetada" na minha inteligência,

E não acreditei.

FRANCISCO MEDEIROS TORRES

Bandeira desbotada e "enrolada


Fazes parte das minhas lembranças.
Ao te ver subir ainda me lembro
Do meu tempo de criança
Fosse na copa ou no sete de setembro

Quanto orgulho me davas
Quando em meus braços
Junto ao peito  te carregavas
Nele davas um nó e um laço

Um nó que apertavas meu peito
Um laço que nos fazia um só
Em todos causava respeito
Em mim,embargava a voz

Que fizeram de ti minha bandeira?
Agora é motivo de chacota
Em toda nação brasileira
E muito mais ainda lá fora

Na copa, na própria casa se derrete
Não esquecemos da Alemanha
Indiferente ao calor, nos meteu sete
Isso ainda muito nos acanha

Mas dirão os mais politizados
Isto é só um esporte
Busquemos outros dados
Estes não mudarão nossa sorte

Não sejas um alienado
Que só pensa em circo e pão
Tenha o raciocínio apurado
Fale-le nos do que afeta a nação

É difícil não lembrar do circo
Quando de palhaço nos fazem
Mas do olho tiremos o cisco
Falemos das ressentes ladroagens

Mensalão que levou nossos recursos
Através de uma cachoeira
Lava jato que levou nossos recursos
Pela mochila de uma vaca brejeira

Que fizeram das tuas cores?
Minha linda bandeira!
Denuncias os horrores
Que sofrestes desta bandalheira

A corrupção te "enrolou"
Manchou o teu branco
Tua cor desbotou
Rasgou o teu pano

Tiraram o verde esperança
Tragando seu suor e sua paz
Teu povo é devorado como ovelhas
Por políticos como por um lobo voraz

O azul outrora tão anil
Que,o céu,representa
Não passa de um covil
Onde bandidos te assaltam

O lindo cruzeiro do sul
Com suas estrelas reluzentes
Agora jaz apagado,sem luz
Numa cova de indigentes

De onde emanava ordem
E um  progresso motriz
Virou um caus,uma desordem
"Nunca visto na história deste país"

O legado que deixarão estes larápios
É somente o vermelho "imposto"
Um sorriso amarelo nos nossos lábios
Ruborizando de vergonha nosso rosto.

Francisco Medeiros Torres