segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Roma

Era assim que eu amava,

Buscando sempre o inatingível

Por isso este poema se chama Roma,

Palavra"Amor" ao contrário

E assinei "Torres Medeiros Francisco"

Também meu nome ao contrário

Pois nenhum ser humano é capaz

De se preencher em outro,Somente

JESUS extingue  o nosso vazio!


Roma

Mergulhar no teu olhar

Aquele mar azul/verde

Era tudo que almejava

não saciaria minha sede

muitos monstros marinhos

Que nele mergulharam

Perderam de volta o caminho

Nadaram, todavia se afogaram

O zangão não tinha sorte

Morria no primeiro amor

Seria pior que aquele pobre

Não sentiria o seu sabor

Tu eras minha abelha rainha

Mas não tinha do zangão a sorte

Nenhum vez  serias minha

Ainda eras minha causa morte

Restava-me beber sua poesia

A despeito de tudo era meu mel

Mesmo com sua venenosa ironia

Para mim só tinha  gosto de céu

Torres Medeiros Francisco














  Bom biscoito


   

                  
B em vindos amados clientes
O ferecemos lanches
M uito saborosos e fresquinhos;

B om ambiente para conversar,
I nstantes saudáveis de puro prazer;
S ervimos,salgados,massas,doces,bolos
C omidas especialmente preparadas
O nde os nossos finos sabores
I nstigam seus requintados paladares;
T rabalhamos para vocês sentirem
O rgulho da culinária Cearense

BIG BANG (GRANDE BOFETADA)

Entreguei-me ao acaso

Para ver aonde ele me levaria
Deixei a caneta deslizar livremente

Pelo papel,porém só escrevi rabiscos

Ininteligíveis, que nem eu mesmo

Consegui decifrá-los;
Marquei uma reta da cerâmica no chão

Fechei os olhos e caminhei

Mas não consegui percorrê-la;

Fui passear de canoa

Tracei um ponto da outra margem

Para atingir,parei de remar,

Anoiteceu e ao meu destino não cheguei

E era uma linda  noite estrelada

Deitei-me a beira do rio

E como um poeta que conversa

Com as estrelas ou como

Um astrônomo que as estuda

Fiquei a contemplá-las,

E fui capaz de localizar

Várias constelações:

Cruzeiro do sul,Órion, Sagitário,escorpião,

Encantei-me com aquela vastidão

E fiquei a meditar naquela grande explosão

"O Big Bang" que as colocou todas em ordem,então concluí:O big Bang é uma

"Grande bofetada" na minha inteligência,

E não acreditei.

FRANCISCO MEDEIROS TORRES

Bandeira desbotada e "enrolada


Fazes parte das minhas lembranças.
Ao te ver subir ainda me lembro
Do meu tempo de criança
Fosse na copa ou no sete de setembro

Quanto orgulho me davas
Quando em meus braços
Junto ao peito  te carregavas
Nele davas um nó e um laço

Um nó que apertavas meu peito
Um laço que nos fazia um só
Em todos causava respeito
Em mim,embargava a voz

Que fizeram de ti minha bandeira?
Agora é motivo de chacota
Em toda nação brasileira
E muito mais ainda lá fora

Na copa, na própria casa se derrete
Não esquecemos da Alemanha
Indiferente ao calor, nos meteu sete
Isso ainda muito nos acanha

Mas dirão os mais politizados
Isto é só um esporte
Busquemos outros dados
Estes não mudarão nossa sorte

Não sejas um alienado
Que só pensa em circo e pão
Tenha o raciocínio apurado
Fale-le nos do que afeta a nação

É difícil não lembrar do circo
Quando de palhaço nos fazem
Mas do olho tiremos o cisco
Falemos das ressentes ladroagens

Mensalão que levou nossos recursos
Através de uma cachoeira
Lava jato que levou nossos recursos
Pela mochila de uma vaca brejeira

Que fizeram das tuas cores?
Minha linda bandeira!
Denuncias os horrores
Que sofrestes desta bandalheira

A corrupção te "enrolou"
Manchou o teu branco
Tua cor desbotou
Rasgou o teu pano

Tiraram o verde esperança
Tragando seu suor e sua paz
Teu povo é devorado como ovelhas
Por políticos como por um lobo voraz

O azul outrora tão anil
Que,o céu,representa
Não passa de um covil
Onde bandidos te assaltam

O lindo cruzeiro do sul
Com suas estrelas reluzentes
Agora jaz apagado,sem luz
Numa cova de indigentes

De onde emanava ordem
E um  progresso motriz
Virou um caus,uma desordem
"Nunca visto na história deste país"

O legado que deixarão estes larápios
É somente o vermelho "imposto"
Um sorriso amarelo nos nossos lábios
Ruborizando de vergonha nosso rosto.

Francisco Medeiros Torres

Ateu

           

Q uero relatar acrosteando
U nido não a falta da fé,
E mbora a minha não seja grande,
M as a dor do desprovido

N ão tendo a que se apegar,
A pelar pra quem?
O nde encontrar consolo?

T udo em sua vida
E ncerra-se na vã matéria
M alograda no final

F racasso, primeiro, em crer
É não duvidar de si mesmo

Francisco Medeiros Torres

Arrependimento, antes que seja tarde



Fui a um sepultamento de um amigo mas quase não consegui estacionar, por que simultaneamente havia um funeral de uma pessoa muito importante,e divaguei pelo

Meu tempo de criança,quando

Víamos alguns,serem enterrados

Em uma rede,com 5 ou no máximo

10 pessoas acompanhando e o corpo era jogado numa vala,outros eram sepultados Em um belo esquife e uma frota de carrões importados acompanhava o cortejo e o esquife era colocado num imponente mausoléu daí nós classificávamos aquele enterro como feio e este sepultamento como bonito,hoje depois de uma certa maturidade e fundamentalmente por conhecer a palavra de Deus, um pensamento  assaltou-me  ao ver aquele homem importante perecer, e exclamei hoje a morte tornou  este homem igual a todos,um trapo de imundície como os demais nos tornaremos, é pó retornando ao pó, porém antecedendo ao sepultamento do meu amigo foi facultada a palavra a um jovem

E ali estavam pastores renomados,confesso baixei um pouco as espectativas,todavia aquele jovem foi usado de maneira sobrenatural pelo Espírito Santo que causou impacto não só em todos que ouviram porém principalmente em mim que mais uma vez me fiz menino no entendimento e precipitei um  julgamento

E tive que engolir em seco mais esta lição, que não são a fama, nem os muitos anos, muito menos a retórica, ou mesmo o mensageiro,e sim o Espírito Santo que fala

e um coração quebrantado que ouve.

Fiquei ainda depois a meditar qual enterro

É bonito aos olhos de Deus porém logo fui demovido deste pensamento tolo,e como aquele jovem quero me ater aos vivos,e a estes,a palavra de Deus assegura que tem festa no Céu quando um pecador se arrepende,e é bom fazer isso logo e  em vida,lógico,porque não me consta na bíblia que nenhum morto possa se arrepender, apesar de ter ido a muitos enterro não soube de nenhum que tenha vindo reclamar de nenhuma pessoa que tenha faltado ao seu enterro ou mesmo dos parentes que começam a partilha em pleno funeral ou

Ainda da viúva que se abrasou novamente antes que ele esfriasse totalmente,mas se

pudesse voltar se arrependeria de não ter se arrependido.

Francisco Medeiros Torres

A saudade a inveja e o abutre




Atravessei vales e montanhas

numa saudade "montado"

Vasculhei todas as entranhas

Do meu distante passado

Quanto mais eu "esporava"

Mais brava e veloz,corria

Por bela paisagem voava,

Em trevas não se movia

Ais e risos,juntos,escavava,

Todavia só escolhia vitória

Na mente tudo separava

Trazia a tona apenas glória

Como a saudade no passado procura

Filtrar apenas momento precioso,

Também, a inveja , no outro busca

Sugar,tudo o que lhe é mais valioso

Asim vive todo invejoso contumaz

Cobiçando o que é do outro pela fresta.

Mais digno que ele é o abutre voraz

Que só consume, o que não mais presta.


Francisco Medeiros Torres



Estátua

Eu sorrio

pra você

E você

me ignora;

Eu falo,

Você Fica calada;

faço cócegas

Você não ri;

Poetiso

E não lhe toco;

Lhe toco

e você não reage;

Reajo!

Vou lhe colocar

Numa praça

Meu monumento,

Você não é gente,

É estátua viva.

Francisco Medeiros Torres

Paradoxo





O pão passou fome,

A água sede sentiu,

Deus se fez homem,

A nós não mentiu

Aquele que era Poderoso

Se fez como um fraco,

Que era todo majestoso

Se fez servo sofredor,

Ele o mais nobre,

Legislador,juiz,e rei

Se fez o mais pobre,

Em si aplicou a lei

Ele,o Deus bendito,

O ,verbo,se calou,

Na cruz se fez maldito

Por todo que pecou

Ele,a  lâmpada, se apagou

Para nos trazer a luz,

Em ser Deus não se apegou,

O eterno, morreu numa cruz

Mas ali não foi o seu  fim

Aquele que nos perdoou

Trouxe vida para todos,sim

A morte venceu,ressuscitou

E como um manso  cordeiro

Morreu sem nenhuma reação

Mas surgirá como o guerreiro

Da tribo de Judá,o valente Leão.


Francisco Medeiros Torres












Morada




Pegou a régua e o compasso,

desenhou um projeto

Com tanto esmero e zelo,

Que a cada ponto,se percebia

A obra prima que ele traçava.

Preparou o terreno pedregoso

E foi fazendo a terraplenagem,

Aparando todas as arestas

Com carinho,fez os alicerces,

Aplicou a argamassas e assentou

Pedras bem  trabalhadas,

Colocoa-as umas sobre as outras,

Numa justaposição,impressionante,

Ergueu as paredes ,com o nível e o prumo,

Com uma precisão inigualável.

Os blocos formavam as paredes

A coberta era de madeira de lei

Com telhas espelhadas,

E as paredes,as coloriu com um VERMELHO CARMESIM que fascinaram meus olhos.

Depois,vi que aquela casa era ,eu,

E perguntei quem à habitará?

E ouvi aquela voz de muitas águas

Sendo graduada ao ponto de

Se tornar o som de uma brisa mansa,

E arejante, responder:o meu ESPÍRITO que é SANTO, e vi as telhas espelhadas que me refletia no céu na figura de uma casa, porém esta de uma beleza que olho

Nenhum vira, e encantado com a  beleza daquela mansão celestial,Indaguei:que casa é aquela?, ele me respondeu, SOU EU, o som ecoava, e eu ouvia :EU SOU,,EU SOU,EU SOU,era a trindade numa só voz e antes que eu replicasse alguma coisa,ele falou suavemente vamos corrigir a visão, a casa da terra, é o reflexo da mansão do céu,assim como você, é a minha imagem e semelhança,atônito, perguntei quem habitará nela ?respondeu:aquela tinta VERMELHO CARMESIM,pela qual foste pintado,é o SANGUE do meu,FILHO JESUS sacrificado,ele,o transportará para MIM, a sua  ETERNA MORADA.


Francisco Medeiros Torres

Chuveiro

Entre outras coisas,

vendo:registro e chuveiro,

Mas resolvi escrever poema,

Com este não ganho nada,

Daquela,adquiro meu pão.

Entrei num dilema:

Qual mais importante?

Fazer poemas

Pra quebrar as algemas?

Ou vender chuveiro

Pra comprar as gemas?

Arrisquei ficar com os dois.

Chuveiro

Quando pego

O registro

E torço,

Derramas

Em mim

Uma água,

Que esfria

minha cabeça,

E escorre

pelo meu corpo

Me limpando

De toda sujeira,

Me dando

Uma sensação

De frescor,

Atingindo

minha alma,

Me deixa

leve,solto,

E eu

que quase

Não falo,

Entôo um canto

Que meus males

E cansaço,

Espanta!

dele,

Emana

meu lema,

Fazer

do meu trabalho,

um poema.

Francisco Medeiros Torres







Macho também chora


Jesus chorou!
O menor versículo bíblico
É rico de significado
Se Ele chorou
Eu posso desabar
Quando meus sentimentos
De tristeza aflorarem,
Ao invés de ficar pendurado
Na minha teia de super herói;
Há! como isso me fez bem
Saber que Jesus chorou,
Não que eu seja sádico
Até porque,nenhum sofrimento
Precisaria mais ser debitado a Ele
Pois Já os sofreu, todos,
Mas porquê
Quero imitá-lo em tudo,
E faz tempo que eu seguro
Minhas lágrimas
Pois as pregações
Que tenho ouvido
E mesmo as que eu
Tenho proferido
Não davam espaço para choro,
Agora dão licença
Vou chorar
Tudo o que eu puder
Todo o mar de lágrimas contido

Francisco Medeiros

Equação


Pátria=teoria coletiva+prática individual



Francisco Medeiros Torres

Sublimação



Poeta

Que

Canta

Encanta

E

É

Cantado;

Que

Verseja

Como

Quem

Planta

Um

Jardim;

Que

Casa

O

Belo

O

Bom

E

O

Agradável;

Quem

Tu

És?

Não

És

Deus!

És

Um

Discípulo?

Ou

Quem

Sabe

A

Sublimação

Da

Tua

Maldade;

Se

És

O

Último;

Quisera

Todo

Monstro

Virasse

Um

Poeta!


Francisco Medeiros Torres

Filosofando


Quer criar?

Faça um passeio no ócio!

Quer destruir?

Fixe residência no ócio!

Francisco Medeiros Torres

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

"Pérola"musical



Vivemos uma estranha loucura

Na música popular brasileira

fizeram nossa riquíssima cultura

Virar um festival de besteira

Há uma guerra pelo direitos autorais

De uma música de muito sucesso

Que envolve compositores "geniais"

Se engalfinhando em vários processos

Quando,(Fausto,Brant,Fagner,Dolores,

Cartola,Gil,"Chicos",Caetano,Menescal...)

Estes,sim,verdadeiros compositores,

Se depararem com esta"pérola"musical:

Bará,bará,bará,bará,bará,bará,bará

Berê,berê,berê,berê berê,berê,berê

Qualquer um deles vai pará, pará,pará

De compor,e querer ,morrer,morrer,morrer

Francisco Medeiros Torres

Fusão


Jesus juntou o "EU"+"TU"="NÓS"

desatou todos os "NÓS"

pegou o Eu+tu deu um abraço,

Fez apenas um laço,

E disse:agora são apenas um só

que ninguém os separe

Até que eu volte,

ou que algum vire pó.

Francisco Medeiros Torres