segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Morada




Pegou a régua e o compasso,

desenhou um projeto

Com tanto esmero e zelo,

Que a cada ponto,se percebia

A obra prima que ele traçava.

Preparou o terreno pedregoso

E foi fazendo a terraplenagem,

Aparando todas as arestas

Com carinho,fez os alicerces,

Aplicou a argamassas e assentou

Pedras bem  trabalhadas,

Colocoa-as umas sobre as outras,

Numa justaposição,impressionante,

Ergueu as paredes ,com o nível e o prumo,

Com uma precisão inigualável.

Os blocos formavam as paredes

A coberta era de madeira de lei

Com telhas espelhadas,

E as paredes,as coloriu com um VERMELHO CARMESIM que fascinaram meus olhos.

Depois,vi que aquela casa era ,eu,

E perguntei quem à habitará?

E ouvi aquela voz de muitas águas

Sendo graduada ao ponto de

Se tornar o som de uma brisa mansa,

E arejante, responder:o meu ESPÍRITO que é SANTO, e vi as telhas espelhadas que me refletia no céu na figura de uma casa, porém esta de uma beleza que olho

Nenhum vira, e encantado com a  beleza daquela mansão celestial,Indaguei:que casa é aquela?, ele me respondeu, SOU EU, o som ecoava, e eu ouvia :EU SOU,,EU SOU,EU SOU,era a trindade numa só voz e antes que eu replicasse alguma coisa,ele falou suavemente vamos corrigir a visão, a casa da terra, é o reflexo da mansão do céu,assim como você, é a minha imagem e semelhança,atônito, perguntei quem habitará nela ?respondeu:aquela tinta VERMELHO CARMESIM,pela qual foste pintado,é o SANGUE do meu,FILHO JESUS sacrificado,ele,o transportará para MIM, a sua  ETERNA MORADA.


Francisco Medeiros Torres

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