segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ateu

           

Q uero relatar acrosteando
U nido não a falta da fé,
E mbora a minha não seja grande,
M as a dor do desprovido

N ão tendo a que se apegar,
A pelar pra quem?
O nde encontrar consolo?

T udo em sua vida
E ncerra-se na vã matéria
M alograda no final

F racasso, primeiro, em crer
É não duvidar de si mesmo

Francisco Medeiros Torres

Arrependimento, antes que seja tarde



Fui a um sepultamento de um amigo mas quase não consegui estacionar, por que simultaneamente havia um funeral de uma pessoa muito importante,e divaguei pelo

Meu tempo de criança,quando

Víamos alguns,serem enterrados

Em uma rede,com 5 ou no máximo

10 pessoas acompanhando e o corpo era jogado numa vala,outros eram sepultados Em um belo esquife e uma frota de carrões importados acompanhava o cortejo e o esquife era colocado num imponente mausoléu daí nós classificávamos aquele enterro como feio e este sepultamento como bonito,hoje depois de uma certa maturidade e fundamentalmente por conhecer a palavra de Deus, um pensamento  assaltou-me  ao ver aquele homem importante perecer, e exclamei hoje a morte tornou  este homem igual a todos,um trapo de imundície como os demais nos tornaremos, é pó retornando ao pó, porém antecedendo ao sepultamento do meu amigo foi facultada a palavra a um jovem

E ali estavam pastores renomados,confesso baixei um pouco as espectativas,todavia aquele jovem foi usado de maneira sobrenatural pelo Espírito Santo que causou impacto não só em todos que ouviram porém principalmente em mim que mais uma vez me fiz menino no entendimento e precipitei um  julgamento

E tive que engolir em seco mais esta lição, que não são a fama, nem os muitos anos, muito menos a retórica, ou mesmo o mensageiro,e sim o Espírito Santo que fala

e um coração quebrantado que ouve.

Fiquei ainda depois a meditar qual enterro

É bonito aos olhos de Deus porém logo fui demovido deste pensamento tolo,e como aquele jovem quero me ater aos vivos,e a estes,a palavra de Deus assegura que tem festa no Céu quando um pecador se arrepende,e é bom fazer isso logo e  em vida,lógico,porque não me consta na bíblia que nenhum morto possa se arrepender, apesar de ter ido a muitos enterro não soube de nenhum que tenha vindo reclamar de nenhuma pessoa que tenha faltado ao seu enterro ou mesmo dos parentes que começam a partilha em pleno funeral ou

Ainda da viúva que se abrasou novamente antes que ele esfriasse totalmente,mas se

pudesse voltar se arrependeria de não ter se arrependido.

Francisco Medeiros Torres

A saudade a inveja e o abutre




Atravessei vales e montanhas

numa saudade "montado"

Vasculhei todas as entranhas

Do meu distante passado

Quanto mais eu "esporava"

Mais brava e veloz,corria

Por bela paisagem voava,

Em trevas não se movia

Ais e risos,juntos,escavava,

Todavia só escolhia vitória

Na mente tudo separava

Trazia a tona apenas glória

Como a saudade no passado procura

Filtrar apenas momento precioso,

Também, a inveja , no outro busca

Sugar,tudo o que lhe é mais valioso

Asim vive todo invejoso contumaz

Cobiçando o que é do outro pela fresta.

Mais digno que ele é o abutre voraz

Que só consume, o que não mais presta.


Francisco Medeiros Torres



Estátua

Eu sorrio

pra você

E você

me ignora;

Eu falo,

Você Fica calada;

faço cócegas

Você não ri;

Poetiso

E não lhe toco;

Lhe toco

e você não reage;

Reajo!

Vou lhe colocar

Numa praça

Meu monumento,

Você não é gente,

É estátua viva.

Francisco Medeiros Torres

Paradoxo





O pão passou fome,

A água sede sentiu,

Deus se fez homem,

A nós não mentiu

Aquele que era Poderoso

Se fez como um fraco,

Que era todo majestoso

Se fez servo sofredor,

Ele o mais nobre,

Legislador,juiz,e rei

Se fez o mais pobre,

Em si aplicou a lei

Ele,o Deus bendito,

O ,verbo,se calou,

Na cruz se fez maldito

Por todo que pecou

Ele,a  lâmpada, se apagou

Para nos trazer a luz,

Em ser Deus não se apegou,

O eterno, morreu numa cruz

Mas ali não foi o seu  fim

Aquele que nos perdoou

Trouxe vida para todos,sim

A morte venceu,ressuscitou

E como um manso  cordeiro

Morreu sem nenhuma reação

Mas surgirá como o guerreiro

Da tribo de Judá,o valente Leão.


Francisco Medeiros Torres












Morada




Pegou a régua e o compasso,

desenhou um projeto

Com tanto esmero e zelo,

Que a cada ponto,se percebia

A obra prima que ele traçava.

Preparou o terreno pedregoso

E foi fazendo a terraplenagem,

Aparando todas as arestas

Com carinho,fez os alicerces,

Aplicou a argamassas e assentou

Pedras bem  trabalhadas,

Colocoa-as umas sobre as outras,

Numa justaposição,impressionante,

Ergueu as paredes ,com o nível e o prumo,

Com uma precisão inigualável.

Os blocos formavam as paredes

A coberta era de madeira de lei

Com telhas espelhadas,

E as paredes,as coloriu com um VERMELHO CARMESIM que fascinaram meus olhos.

Depois,vi que aquela casa era ,eu,

E perguntei quem à habitará?

E ouvi aquela voz de muitas águas

Sendo graduada ao ponto de

Se tornar o som de uma brisa mansa,

E arejante, responder:o meu ESPÍRITO que é SANTO, e vi as telhas espelhadas que me refletia no céu na figura de uma casa, porém esta de uma beleza que olho

Nenhum vira, e encantado com a  beleza daquela mansão celestial,Indaguei:que casa é aquela?, ele me respondeu, SOU EU, o som ecoava, e eu ouvia :EU SOU,,EU SOU,EU SOU,era a trindade numa só voz e antes que eu replicasse alguma coisa,ele falou suavemente vamos corrigir a visão, a casa da terra, é o reflexo da mansão do céu,assim como você, é a minha imagem e semelhança,atônito, perguntei quem habitará nela ?respondeu:aquela tinta VERMELHO CARMESIM,pela qual foste pintado,é o SANGUE do meu,FILHO JESUS sacrificado,ele,o transportará para MIM, a sua  ETERNA MORADA.


Francisco Medeiros Torres

Chuveiro

Entre outras coisas,

vendo:registro e chuveiro,

Mas resolvi escrever poema,

Com este não ganho nada,

Daquela,adquiro meu pão.

Entrei num dilema:

Qual mais importante?

Fazer poemas

Pra quebrar as algemas?

Ou vender chuveiro

Pra comprar as gemas?

Arrisquei ficar com os dois.

Chuveiro

Quando pego

O registro

E torço,

Derramas

Em mim

Uma água,

Que esfria

minha cabeça,

E escorre

pelo meu corpo

Me limpando

De toda sujeira,

Me dando

Uma sensação

De frescor,

Atingindo

minha alma,

Me deixa

leve,solto,

E eu

que quase

Não falo,

Entôo um canto

Que meus males

E cansaço,

Espanta!

dele,

Emana

meu lema,

Fazer

do meu trabalho,

um poema.

Francisco Medeiros Torres