Lugar nenhum
É mais democrático
Do que a praça,
Apesar de batizada
Por nome de nobre
Ela é do povo
Ela é de qualquer pobre
É onde a criançada brinca
A juventude namora
E os velhos revolvem
O passado
Em busca
Dos amores soterrados
e dos tempos idos
E bem vividos;
É Onde a banda toca,
as revindicações aflora;
Lugar de gente ocupada
Ficar a toa;
Bendita praça
de todas
as raças
Sem paredes
sem divisão
De classes
Enfeitada
De rosas,
pássaros,
E pessoas.
Francisco Medeiros Torres
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