São quatro horas da manhã,
Um raio tímido e tênue corta a escuridão,
Trazendo uma leve dissipação
Das densas trevas,
A medida que ele avança
Encoraja mais um a transpor
A penumbra do alvorecer,
Um após o outro se juntam
Formando um feixe,
E atingida por este
A passarada abre os olhos
E contempla,
Não se contendo
Canta uma linda sinfonia
Como um verdadeiro louvor ao criador;
Enquanto isto
O homem se levanta
E como um leigo
Diante de uma obra de arte,
Não percebendo
A beleza deste quadro
E desta sinfonia
Se fia em sua lida
E aurora após aurora
Repete seu ritual entediante
Francisco Medeiros Torres
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