quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Amanhecer

        

São quatro horas da manhã,

Um raio tímido e tênue corta a escuridão,
Trazendo uma leve dissipação

Das densas trevas,
A medida que ele avança

Encoraja mais um a transpor

A penumbra do alvorecer,

Um após o outro se juntam

Formando um feixe,
E atingida por este

A passarada abre os olhos

E contempla,

Não se contendo

Canta uma linda sinfonia

Como um verdadeiro louvor ao criador;
Enquanto isto

O homem se levanta

E como um leigo

Diante de uma obra de arte,
Não percebendo

A beleza deste quadro

E desta sinfonia

Se fia em sua lida

E aurora após aurora

Repete seu ritual entediante

Francisco Medeiros Torres

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