De que te alimentas
Já que não produzes coisas?
Deus plantou em mim uma rosa
E como um crachá
Fixou-a em meu peito,
O espinho cravou
Em meu coração
Que vai sangrando
Gerando arte,
de uma parte
Me realimento,
A outra ornamenta
E salga à terra
dando-lhe sabor
E evitando seu apodrecimento,
A minha dor
Reciclo e devolvo amor,
O meu grito
Abafo,
Só libero,
Feito um berro,
Quando me perguntam:
A sua arte quanto vale?
Francisco Medeiros Torres
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